O aluno Álvaro Silva, do 12.º ano, chegou dos EUA no passado dia 26 de julho, após 10 dias de trabalho e de apresentações públicas do projeto de investigação desenvolvido ao longo do ano letivo, na discipina de MIP.

A viagem marcou a final do concurso mundial de Ciência, no qual participaram 243 projetos de 19 países, sendo o Colégio Luso-Francês a única equipa a conseguir apurar-se em dois anos consecutivos na competição desde a sua criação.

De Miami, o Álvaro trouxe muito mais do que uma medalha e 1.200,00 dólares na bagagem.

A defesa do projeto foi realizada a bordo do navio Fathom que navegou entre os EUA e a República Dominicana [Puerto Plata].
‘Fathom’ corresponde à envergadura média de uma pessoa adulta, simbolizada no navio por um abraço; esta simbologia deixava antever a missão especial que alunos e professores enfrentariam junto da comunidade dominicana.

Ao longo da semana o grupo foi inserido em escolas e casas locais com o intuito de desenvolver atividades de impacto a nível local.
Ensinar pequenas frases através de vocábulos em inglês, construir objetos científicos com simples folhas de papel ou brincar com bolas feitas de balões, jornal e meias velhas, pequenos nadas que fizeram sorrisos e olhares brilhantes na face dos meninos e meninas que nos recebiam com cânticos.

Além das atividades educativas, foram desenvolvidas outras atividades de impacto como semear espécies autóctones para repovoamento local, construir filtros de água em argila para uso doméstico, permitindo que as famílias obtivessem água potável, reutilizar folhas velhas de papel doado para criação de cadernos ou ajudar na preparação de cacau para embalamento, permitindo a venda local do produto final com um retorno económico justo para os pequenos produtores.

As palavras tornaram-se obsoletas quando o importante era agir, com a convicção de que juntos faríamos pequenas (grandes) mudanças.

E assim foi; no trabalho com a comunidade de Puerto Plata em 2016 foram distribuídos filtros de água a 436 famílias, foram envolvidos 728 alunos em atividades educativas, foram reflorestadas 13.074 plântulas nativas na ilha, foram triadas e limpas 1.013 sementes de cacau e empacotadas 66.522 barras de chocolate para venda, foram produzidas 5.651 folhas de papel para encadernação.

Após dias de partilha, cheios de significado, todos os concorrentes se esqueceram de que estavam ali para competir a um prémio numa final internacional de projetos de Ciência. Pelo contrário, reuniram os seus pósteres, equipamentos e materiais divulgativos, identificaram num mapa mundo os seus países e levaram os projetos às crianças, que pareciam estar a ouvir algo de ficção científica. A equipa de Singapura ensinou-lhes a produzir energia pelo toque dos pés no chão; a equipa de Nova Iorque demonstrou como fazer girar ventoinhas através do trabalho de pequenas bactérias; a equipa de Portugal – Álvaro, CLF – ensinou a construir filtros para impedir que pequenos fragmentos plásticos invisíveis a olho nu fossem encaminhados para o oceano, não contaminando, desta forma, o marisco de que tanto dependem na sua alimentação.

No final da semana todos regressaram ao seu país diferentes e maiores.

Resta um agradecimento muito especial à equipa organizadora da competição, o Center for Science Teaching and Learning [CSTL], ao juri, à tripulação do Fathom, aos professores e alunos Clean Tech e um abraço enorme à comunidade de Puerto Plata, pelo caloroso acolhimento.

Parabéns ao Álvaro e à Ana pelo excelente trabalho desenvolvido.

 

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