Ainda temos bem presente na memória e, certamente, no coração os trágicos incêndios do verão e do outono passados. É possível que alguns de nós os tenhamos vivido de forma mais próxima e que tenham, inclusive, afetado os que nos são próximos. O certo é que ninguém ficou indiferente às imagens e aos testemunhos que nos chegaram.
Estes acontecimentos atingiram o âmago das preocupações de São Francisco de Assis: primeiro, os mais frágeis da sociedade, as pessoas vítimas deste drama, com centenas a perderem a própria vida e com muitas mais a perderem os seus familiares e amigos, o trabalho e a dedicação de uma vida inteira, num sofrimento que não nos é possível sentir; depois, a devastação que isto significou para a natureza e a floresta, que é vital para a sobrevivência do ser humano. De resto, como é sabido, São Francisco ficou conhecido por tratar por irmão e irmã cada criatura que a natureza nos oferece.
Enquanto escola franciscana que somos, temos um dever acrescido de nos solidarizarmos com a realidade que estes acontecimentos provocaram, dando, assim, continuidade ao legado herdado pelo nosso inspirador. Neste sentido, de 1 a 7 de março, o Colégio Luso-Francês, através do seu Núcleo de Evangelização e do projeto de voluntariado, em parceria com o Corpo Nacional de Escutas de Oliveira de Frades e dos Viveiros Senhora da Saúde – Alfazema Lilás, da Várzea, em São Pedro do Sul, levaremos a cabo uma campanha de reflorestação de um campo escutista em Oliveira de Frades, destruído pelos incêndios. Fruto desta parceria, os Viveiros Senhora da Saúde disponibilizaram-nos um conjunto de árvores pretendidas para o espaço pelo preço fixo de 10€ cada. Estes Viveiros assegurarão o transporte das árvores e, juntamente com o agrupamento dos escuteiros locais, alguns alunos do Colégio irão, durante um sábado deste mês, ajudar na sua plantação.
Convidamos todas as turmas a “apadrinharem”, no mínimo, uma árvore por turma, para, desta forma, colorirmos com um pouco de verde o cinzento desolador que predomina em algumas regiões do interior do país. Estamos certos de que a comunidade educativa, com os alunos e seus familiares, serão sensíveis a este desígnio e responderão com a conhecida generosidade que nos caracteriza.
Elencamos, abaixo, a lista das árvores que, de acordo com os escuteiros de Oliveira de Frades, são as mais adequadas para responder às necessidades do local:

quercus rubra (carvalho)
acer pseudoplatanus (Padreiro/falso plátano)
tilia cordata (tília das folhas pequenas)
liquidambar
liriodedrom
betula
acer – palmatum (Ácer do Japão)
fagus sylvatica (faia)
acer negundo
cornus florida (corniso florido)
quercus robur (alvarinho/carvalho)
ilex aquifolium alaska (azevinho)
medronho
laurus nobilis (loureiro)
rhododendrom ponticum (rododendro).