Um grupo de três alunos finalistas do 12.º ano do Colégio Luso-Francês – Hugo Petiz Lousã, Maria Luísa Silva e Sara Reis Cunha – representaram o Colégio, de 4 a 7 de outubro, na 4th EMSEA – European Marine Science Educators Association – Conference, em Belfast,na Irlanda, com o projeto AlgaFit, desenvolvido ao longo do ano letivo, na disciplina de MIP.
N2a bagagem levaram os resultados do projeto de investigação marinha que desenvolveram, projeto este focado na pesquisa do efeito inibitório de extratos de macroalgas vermelhas da costa portuguesa no crescimento do fungo Phytophtora cinnamomi, responsável pela doença-da-tinta em várias espécies arbóreas portuguesas.
O mérito do projeto tinha sido já reconhecido pela Fundação Ilídio Pinho, cujo prémio monetário atribuído viabilizou a presença dos três jovens cientistas na conferência EMSEA este ano.

A conferência reuniu 96 investigadores, educadores e decisores políticos da área marinha dos vários continentes. Durante quatro dias partilharam-se práticas de sucesso e debateram-se modelos pedagógicos indutores de uma literacia eficaz para os oceanos, numa perspetiva colaborativa e coletiva.
O projeto desenvolvido pelos alunos enquadrou-se no painel “Blue Growth in Industry”, dado explorar o potencial das macroalgas como produto para aplicação industrial como biofungicida.
Após um enquadramento do projeto realizado pela Professora Rita Rocha no contexto mais alargado de escola, e da metologia pedagógica adotada em MIP – Project-based Learning – para a realização destas iniciativas, foi a vez da Luísa, da Sara e do Hugo discutirem o seu trabalho.
Uma vez mais surpreenderam a audiência, pelo rigor da investigação apresentada, pela originalidade e aplicabilidade do trabalho, pela capacidade de comunicação perante especialistas e pela maturidade que espelham ao persistir, por tentativa-erro, num processo puramente experimental que reflete muitas horas de dedicação.1

A professora Rita foi convidada a publicar uma resenha da prática pedagógica que desenvolve no CLF há já dez anos, prática esta inovadora no contexto da Educação para as Ciências Marinhas, e a co-orientar, a nível nacional, uma rede de educadores que integrem nos seus currículos o Mar, por forma a gerar um sistema colaborativo a uma escala internacional.

Esperamos que, neste início de um novo ano letivo, surjam novas ideias para mais uma participação na EMSEA Conference no próximo ano.
Parabéns aos alunos por mais um excelente reconhecimento.