A Feira do Livro decorreu entre os dias 26 e 30 de novembro e trouxe não só livros, mas também escritores, música e poesia.
Na noite de 2.ª feira, a cidade invicta arrefecia, mas quando as portas do Colégio se abriram para a abertura da Feira do Livro, o palco animou-se e o público rendeu-se à música e à poesia. Ouviu-se Sára Varga e Sofia Freitas. Cantaram e tocaram. Ouviu-se o “Manifesto Anti-Dantas” de Almada Negreiros, a “Ode Triunfal” e “Tabacaria” de Álvaro de Campos na voz dos alunos Pedro e Miguel Varela, Bernardo Magalhães e António José Araújo.
Já sabíamos que o poeta português suscita paixões em todo o mundo, mas foi ainda assim uma surpresa encontrar crianças a escutar e quase a recitar versos do poeta.
A semana contou com a presença de vários escritores que permitiu aos alunos viajarem pela literatura, explorando os caminhos dos artistas da palavra. E se Luísa Ducla Soares encantou os alunos do 3.º, 4.º e 5.º anos com a sua poesia musicada, Miguel Araújo estreou-se no CLF como músico e escritor e partilhou com os alunos do 9.º ano algumas das suas vivências enquanto antigo aluno do nosso Colégio.
Por sua vez, Rita Bulhosa, filha do conhecido jornalista Mário Augusto, apresentou o livro “Aos Olhos da Rita” e falou aos alunos do 8.º ano sobre o seu diagnóstico de paralisia cerebral e sobre o efeito que isso tem na sua vida, e que não parece ser quase nenhum. Como diz o seu pai “Este livro é a prova de que querer e desistir são palavras apenas separadas por uma linha muito fina desenhada pela vontade”.
João Manuel Ribeiro trouxe aos alunos do 1.º e 2.º anos a sua poesia numa associação perfeita entre texto, música e ilustração. A obra “Pó-pó-pó, tiroliroliroló” é disso exemplo e foi a ouvir e a cantar que os mais pequenos se divertiram com a poesia do escritor.
José Rui Teixeira, poeta residente, apresentou aos alunos do 12.º ano o seu mais recente livro “Acerca do Desterro”. A coletânea de ensaios motivou a discussão de questões teóricas fundamentais no estudo do Modernismo [desde a problematização da aceção canónica do conceito, à necessidade do desenvolvimento de uma “arqueologia cultural” no contexto deste período literário]. A partir de uma visão holística da obra do autor, a sessão também foi pretexto para explorar as relações entre o ensaio e a poesia.
Foi uma semana muito versátil, muito variada, muito enriquecedora. Fica a promessa de mais no próximo ano!

 

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