O projeto desenvolvido pelos alunos Álvaro Silva e Ana Carolina Pinto do 12.º ano, foi o vencedor da Mostra Nacional da 13.ª Edição do Prémio Ciência na Escola, iniciativa promovida pela Fundação Ilídio Pinho, no 5.º Escalão [Escolas Secundárias], recebendo um prémio monetário no valor de 20000 euros.

O projeto ECOFilt – criação de um filtro para retenção de microfibras em máquinas de lavar domésticas – convenceu um painel de sete jurados, constituído por representantes de seis instituições – Fundação Ilídio Pinho, Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares [DGEstE], Direção Geral da Educação [DGE], Ministério da Economia, Direção Regional de Educação do Norte, Confederação Nacional das Associações de Pais [CONFAP] – e por um perito científico convidado. Das 1044 candidaturas recebidas na 1.ª Fase do Concurso foram apuradas 522 ideias para desenvolvimento ao longo do ano letivo. Dos 522 projetos desenvolvidos, foram selecionados os 100 melhores para a Mostra Nacional, a qual decorreu em Pinhal Novo, nos dias 20 e 21 de setembro.

O Colégio Luso-Francês apurou-se para a Mostra com os dois projetos que candidatou à 13.ª Edição do Prémio: o ECOFilt – já mencionado – e o AlgaFit, projeto de criação de um fungicida natural, produzido com extratos de macroalgas presentes na costa portuguesa, para combate à doença-da-tinta no Castanheiro. Ambos os projetos respondem, aliás, aos objetivos delineados pelo Prémio Ciência na Escola: Inovação e Criatividade [originalidade da ideia, elementos diferenciadores face ao mercado, potenciador e motor de competitividade]; Planeamento e organização [processos/procedimentos e produtos]; Relevância pedagógica [oportunidade de centralizar o elemento – aprendizagem e visão multidisciplinar, envolvendo áreas curriculares diferenciadas]; Potencial do impacto social e parcerias institucionais [previsão das consequências decorrentes da implementação do projeto; efeitos esperados face ao público-alvo] e Viabilidade [potencial de execução/valor da ideia].

O Colégio Luso-Francês participa nesta iniciativa desde 2013, sendo premiado desde então pelas várias ideias de projeto apresentadas a concurso, representando, ao longo dos três últimos anos, um valor monetário global de 37500 euros e várias presenças nacionais e internacionais: concurso internacional Ciencia en Acción [Barcelona, 2014, Viladecans, 2015, Algeciras, 2016]; EMSEA Conference ‐ European Marine Science Educators Association [Suécia, 2014; Irlanda, 2016]; concurso Clean Tech Competition [EUA, 2015 e 2016]; concurso Jovens Cientistas e Investigadores [Lisboa, 2016]; International Wildlife Research Week 2016 [Alpes Suíços, 2016].

Por este historial, o Colégio Luso-Francês foi uma das seis escolas convidadas para fazer uma comunicação no Colóquio integrado na Mostra Nacional, na qual se resumiu o processo de trabalho na passagem de uma ideia a um projeto com aplicação no mundo real. MIP desenvolve há 10 anos a metodologia de Project-based Learning, que envolve o estabelecimento de parcerias com Universidades e Empresas, as aulas partilhadas entre laboratórios de investigação e a escola, o treino de soft skills e a comunicação de resultados em Concursos, Congressos e Mostras, a aquisição de competências em gestão de projetos, a aceitação de que o erro é fundamental para o avanço do projeto, assim como o facto de o não resultado ser um resultado valiosíssimo e, por fim, a gestão de expectativas e emoções – pois só com uma dimensão profundamente humana se permite este caminho de construção coletiva.

O prémio recebido permitirá avançar para a etapa final do trabalho no ECOFilt, que se prende com a patente do protótipo que tem vindo a ser testado. Um agradecimento especial à Fibrenamics, plataforma de I&D da Universidade do Minho, parceiro científico fundamental neste projeto.

 

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