Em 2013.14, no âmbito do Departamento de Ciências Sociais e Humanas e do Núcleo de Evangelização, nasceu o projeto URBI ET ORBI, orientado para uma visita de estudo anual a Roma que, no ano letivo de 2016.17, realizou-se entre os dias 27 e 30 de janeiro. Trata-se de um projeto com o apoio da APELF, que permite aos nossos alunos uma abordagem privilegiada à História da Cultura e da Arte e à História da Igreja. Participaram nesta visita de estudo os alunos de Humanidades do 10.º ano e os alunos inscritos na Oficina de Poesia e Fotografia, orientada por Jorge Melícias e Luís Costa no CLF e que se prolongou pelos espaços de Roma.

Chegámos ao fim da manhã de sexta-feira. Depois de nos instalarmos no Centro Accoglienza Padre Minozzi, junto à Piazza Navona, passámos a tarde a visitar igrejas como a de San Luigi dei Francesi, Sant’Ignazio di Loyola e Santa Maria sopra Minerva; visitámos o Panteão, vimos pinturas de Caravaggio, esculturas de Miguel Ângelo e Bernini, e os túmulos de Santa Catarina de Siena, Fra Angelico e Rafael Sanzio; vimos a igreja de Sant’Agnese in Agone [de Borromini], a Fontana dei Quattro Fiumi [de Bernini], a Coluna Antonina e a Fontana di Trevi.

No sábado, pela Via dei Coronari, seguimos para o Vaticano, onde passámos a manhã. Em S. Pedro, caminhámos entre a Pietà e a cúpula de Miguel Ângelo, entre o baldaquino e a colunata de Bernini… Da parte da tarde, um grupo fez um trajeto que passou pela Piazza di Spagna, pela Piazza del Popolo e pelo Mausoleo di Augusto; outro grupo visitou o Êxtase de Santa Teresa, de Bernini, na igreja de Santa Maria della Vittoria; a igreja de San Carlo alle Quattro Fontane, de Borromini, e as basílicas de Santa Maria Maggiore e de Santa Prassede. Terminámos a tarde junto à Coluna de Trajano, antes de regressar à Piazza Navona.

No domingo, passámos pela Piazza Venezia, pelo Altare della Patria, pela basílica de Santa Maria in Aracoeli e pela Piazza del Campidoglio; depois, pela Via dei Fori Imperiali, visitámos o Colosseo e o Circo Massimo. Da parte da tarde, passámos pela Isola Tiberina, pelo Campo di Fiori e pelo Il Gesù. Terminámos a tarde na igreja de Sant’Antonio dei Portoghesi.

Regressámos ao Porto na segunda-feira, com a consciência de que, como escreveu Cees Nooteboom, «existem lugares no mundo onde à nossa chegada ou partida se acrescentam, de forma misteriosa, as emoções de todos os que lá chegaram ou de lá partiram antes de nós»